KIM ARIN.

poemas do ÂMAGO. ♡ in—te—ri—or

.. but the ♥︎ is 𝘆͟𝗼͟𝘂͟𝗿͟𝘀.

January 11, 2026

KIM ARIN. 27 ANOS. GÊMEOS.
BUSAN, CORÉIA DO SUL
FOTÓGRAFA FREELANCER
BLOCO 6, ANDAR 5 - APTO. 512
🔹BLUESKY

personalidade.

Apesar de ter desenvolvido uma personalidade reservada e observadora, Arin não se despe do bom humor, tendo as piadas quase inconvenientes e o sarcasmo como ponto de partida. Ela é uma sobrevivente do desapego, acostumada a transições constantes e a evita raízes para se proteger secretamente da rejeição. É criativa e sua arte é seu refúgio de honestidade; através das lentes, ela processa a intensidade e a beleza crua que não consegue expressar em palavras. Gosta de avançar e partir para o que lhe atrai, que chama sua atenção e é aí que sua impulsividade de mostra.


trívia(++)

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  • ela acha que consegue identificar se uma pessoa é autêntica ou não apenas pelo modo como ela posa para uma foto

  • não mantém contato com a família atualmente

  • seus pertences mais valiosos cabem em uma única mochila

  • avalia o nível de intimidade com alguém pela capacidade da pessoa de ficar em silêncio ao lado dela sem parecer desconfortável

  • pode esquecer o nome de alguém em segundos, mas lembrará exatamente da iluminação e da expressão da pessoa anos depois

  • ao se mudar para o Yongsan, a primeira coisa que desempacotou não foram roupas, mas seu equipamento... e depois saiu gastando seu filme com o lugar

  • ama sair para procurar peças, câmeras antigas e mais algumas coisinhas em antiquários e brechós

  • ama sabores limpos e mais acentuados, como café puro e chocolate meio amargo

YES!

caminhadas na madrugada, fotografar aleatoriamente, darkroom (revelação analógica), vinis, moda, cozinhar (ou tentar), manhwas e leituras inesperadas

NO!

acumular "tralhas", comidas muito salgadas, acordar cedo, alguns compromissos fixos, dor de cólica


bio.

Para Kim Arin, a perfeição sempre teve um cheiro estéril. Ela cresceu em uma casa onde a limpeza não era um hábito, mas uma barreira; as superfícies polidas refletiam uma família que funcionava sob um acordo de silêncio quase absoluto. Não havia espaço para o transbordamento, para o choro ruidoso ou para a euforia. Nesse cenário, Arin aprendeu a arte da autocontenção, moldando-se para caber nos vãos de uma convivência onde "sentir menos" era a regra de sobrevivência.

A fotografia surgiu como sua primeira rebeldia silenciosa. Através da lente, ela não precisava ser a filha invisível; ela era a observadora a seu bel prazer. Seu olhar nunca buscou o ângulo perfeito ou a simetria confortável — pelo contrário, Arin persegue o que está fora de eixo. Ela encontra beleza na exaustão de um músico após o show ou na vulnerabilidade crua de um modelo nos bastidores da moda. Para ela, a câmera é o único lugar onde a honestidade não exige explicações até o momento.

Com os anos, essa busca a tornou uma nômade urbana. A vida como freelancer apenas validou sua tendência ao desapego: Arin aprendeu a carregar sua existência em poucas caixas, mudando de endereço sempre que a intimidade ou o cotidiano começavam a criar raízes. Ir embora nunca foi um drama, mas uma estratégia de preservação.

Contudo, o Yongsan Central Park interrompeu essa inércia de partidas. O que deveria ser apenas mais um pouso provisório e acessível tornou-se, aos poucos, uma âncora. No reflexo das janelas do complexo e no testemunho silencioso das histórias de seus vizinhos, Arin encontrou um tipo diferente de silêncio: um que não a sufoca, mas que a convida a observar. Ali, ela começou a fotografar por instinto, não apenas por sobrevivência. Pela primeira vez, ela não sente que precisa fingir que está inteira; o complexo tornou-se sua "bela pausa", o lugar onde o conceito de "lar" finalmente deixou de ser uma ameaça para se tornar uma possibilidade.

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