KIM ARIN. 27 ANOS. GÊMEOS.
BUSAN, CORÉIA DO SUL
FOTÓGRAFA FREELANCER
BLOCO 6, ANDAR 5 - APTO. 512
🔹BLUESKY
personalidade.
Apesar de ter desenvolvido uma personalidade reservada e observadora, Arin não se despe do bom humor, tendo as piadas quase inconvenientes e o sarcasmo como ponto de partida. Ela é uma sobrevivente do desapego, acostumada a transições constantes e a evita raízes para se proteger secretamente da rejeição. É criativa e sua arte é seu refúgio de honestidade; através das lentes, ela processa a intensidade e a beleza crua que não consegue expressar em palavras. Gosta de avançar e partir para o que lhe atrai, que chama sua atenção e é aí que sua impulsividade de mostra.
trívia(++)
ela acha que consegue identificar se uma pessoa é autêntica ou não apenas pelo modo como ela posa para uma foto
não mantém contato com a família atualmente
seus pertences mais valiosos cabem em uma única mochila
avalia o nível de intimidade com alguém pela capacidade da pessoa de ficar em silêncio ao lado dela sem parecer desconfortável
pode esquecer o nome de alguém em segundos, mas lembrará exatamente da iluminação e da expressão da pessoa anos depois
ao se mudar para o Yongsan, a primeira coisa que desempacotou não foram roupas, mas seu equipamento... e depois saiu gastando seu filme com o lugar
ama sair para procurar peças, câmeras antigas e mais algumas coisinhas em antiquários e brechós
ama sabores limpos e mais acentuados, como café puro e chocolate meio amargo
YES!
caminhadas na madrugada, fotografar aleatoriamente, darkroom (revelação analógica), vinis, moda, cozinhar (ou tentar), manhwas e leituras inesperadas
NO!
acumular "tralhas", comidas muito salgadas, acordar cedo, alguns compromissos fixos, dor de cólica
bio.
Para Kim Arin, a perfeição sempre teve um cheiro estéril. Ela cresceu em uma casa onde a limpeza não era um hábito, mas uma barreira; as superfícies polidas refletiam uma família que funcionava sob um acordo de silêncio quase absoluto. Não havia espaço para o transbordamento, para o choro ruidoso ou para a euforia. Nesse cenário, Arin aprendeu a arte da autocontenção, moldando-se para caber nos vãos de uma convivência onde "sentir menos" era a regra de sobrevivência.
A fotografia surgiu como sua primeira rebeldia silenciosa. Através da lente, ela não precisava ser a filha invisível; ela era a observadora a seu bel prazer. Seu olhar nunca buscou o ângulo perfeito ou a simetria confortável — pelo contrário, Arin persegue o que está fora de eixo. Ela encontra beleza na exaustão de um músico após o show ou na vulnerabilidade crua de um modelo nos bastidores da moda. Para ela, a câmera é o único lugar onde a honestidade não exige explicações até o momento.
Com os anos, essa busca a tornou uma nômade urbana. A vida como freelancer apenas validou sua tendência ao desapego: Arin aprendeu a carregar sua existência em poucas caixas, mudando de endereço sempre que a intimidade ou o cotidiano começavam a criar raízes. Ir embora nunca foi um drama, mas uma estratégia de preservação.
Contudo, o Yongsan Central Park interrompeu essa inércia de partidas. O que deveria ser apenas mais um pouso provisório e acessível tornou-se, aos poucos, uma âncora. No reflexo das janelas do complexo e no testemunho silencioso das histórias de seus vizinhos, Arin encontrou um tipo diferente de silêncio: um que não a sufoca, mas que a convida a observar. Ali, ela começou a fotografar por instinto, não apenas por sobrevivência. Pela primeira vez, ela não sente que precisa fingir que está inteira; o complexo tornou-se sua "bela pausa", o lugar onde o conceito de "lar" finalmente deixou de ser uma ameaça para se tornar uma possibilidade.